Biografia

Infância
  Tiradentes nasceu em  na Fazenda do Pombal, localizada entre a Vila de São José, hoje a cidade de Tiradentes, e a cidade de São João del Rei em Minas Gerais. Foi batizado no dia 12 de novembro de 1746, tendo sido seu padrinho o Dentista Sebastião Ferreira Leitão e como madrinha Nossa Senhora da Ajuda.

  Joaquim José da Silva Xavier era filho do português Domingos da Silva Santos, pequeno fazendeiro, e da brasileira Maria Antônia da Encarnação Xavier. Joaquim era o quarto filho de sete irmãos (seus irmãos eram:  Domingos, Antonio e José, e as irmãs eram Antonia Rita, Maria Vitória, e Eufrásia Maria. Antes mesmo de frequentar a escola, já havia aprendido a ler e escrever com a mãe. Ficou órfão de mãe com nove anos e dois anos depois ficou órfão de  pai. Para pagar as dívidas a família perdeu a propriedade e Tiradentes ficou sob a tutela de um padrinho, 
o dentista Sebastião Ferreira Leite que vivia na cidade de Vila Rica (hoje Ouro Preto). Foi com ele que aprendeu o ofício de tirar dentes e fazer próteses. Além da profissão, ganhou também o apelido Tiradentes, que ficaria para vida toda. Viveu com seu padrinho até a maioridade, quando resolveu conhecer o Brasil.

Vida adulta

  Antes de ingressar na vida militar, fez quase tudo. Foi tropeiro, minerador, enfermeiro e boticário. Nos Dragões, entrou com o posto de alferes, mas nunca passou disso. Brasileiro, sem família importante e sem contratos políticos, jamais foi promovido. Em 1787, irritado sua situação na tropa e sempre apertado por problemas de dinheiro, licenciou-se do regimento e foi para o Rio de Janeiro tentar um sonho de empresário. Tinha planos para a construção de armazéns comerciais no cais do porto e um ambicioso projeto de canalização da água da cidade. Mas foi durante sua estada na capital da Colônia que concatenou melhor suas ideias, encarou seriamente sua participação num movimento de libertação da exploração colonial e definiu sua vida.

Condenação e morte


  Tiradentes estava no Rio de Janeiro e escondeu-se, mas em pouco tempo acabou preso. O julgamento de todos os inconfidentes, inclusive Tiradentes, durou três anos, mas finalmente foi dada a sentença definitiva. Alguns deles foram condenados à morte e outros ao degredo, entretanto, no dia seguinte, por conta de uma carta de D. Maria I, a pena de morte foi dada apenas à Tiradentes.
  Ele foi enforcado no dia 21 de Abril de 1792, no Rio de Janeiro. Em seguida, seu corpo foi esquartejado e exposto em praça pública, como era de costume naquela época. (Mais detalhes em O que aconteceu com os inconfidentes)



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