25 de maio de 2016

Criação do Museu da Inconfidencia

  Em meados da década de 30, o presidente Getúlio Vargas determinou que os restos mortais dos participantes da Inconfidência degredados para a África fossem trazidos de volta ao Brasil. Os ossos que puderam ser exumados chegaram em 1937. Numa época em que o resgate da memória brasileira começava a se tornar prioridade tanto para governo quanto para intelectuais, o local para depósito daquelas relíquias só poderia ser Ouro Preto.
  Ao ser esvaziado em 1938 o prédio da antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica, que ultimamente funcionava como penitenciária estadual, um dos seus salões destinou-se para abrigar o Panteão dos Inconfidentes, que foi inaugurado no dia 21 de abril de 1942, data do transcurso do 150º aniversário da sentença condenatória dos inconfidentes. Em seguida, por meio de decreto-lei do governo federal, criou-se o Museu da Inconfidência, que completaria a ocupação do imóvel, sendo inaugurado em 11 de agosto de 1944, ao término das reformas para a adaptação do edifício à nova função.
  Em 1974, teve início um longo trabalho que culminou com a reformulação completa da sua área expositiva. Em 2006, seria entregue ao público uma casa renovada, com um circuito expositivo que, finalmente, seria uma abordagem verdadeira da Inconfidência, em obediência ao que determinava o decreto de sua criação. Na esteira dessa obra que se estendeu por todos os setores, criou condições de excelência para o funcionamento de todos os Anexos.
  A instituição hoje não se restringe ao prédio da Casa de Câmara e Cadeia. Três anexos abrigam as atividades da direção, secretaria, segurança, restauração e conservação, pesquisa e interação com a comunidade.
  O Anexo I abriga o auditório – espaço destinado a eventos do Museu, que também é cedido a outras instituições da cidade – , a Sala Manoel da Costa Athaide, de exposições temporárias, e a Reserva Técnica.
  No Anexo II funcionam a direção do Museu, o Laboratório de Conservação e Restauração, as seções de Difusão do Acervo e Promoção Cultural, Segurança e Serviços Gerais, Documentação Museológica e Assessoria de Comunicação.
  No Anexo III, conhecido também como Casa do Pilar, ficam o Arquivo Histórico, os setores de pesquisa histórica e musicológica, a Biblioteca, o setor Pedagógico e a estrutura administrativa da instituição.

24 de maio de 2016

Instituto Brasileiro de Museus identifica ossadas de três inconfiden​tes mineiros

  Mais de 200 anos após suas mortes no degredo, na África, três inconfidentes – José de Resende Costa, Domingos Vidal Barbosa e João Dias da Mota – ganharão lugar no Panteão do Museu da Inconfidência/Ibram, em Ouro Preto (MG), juntando-se aos outros 13 inconfidentes já sepultados no monumento.
  O sepultamento será feito em 21 de abril de 2016, Dia de Tiradentes, às 9h30min, com a presença da presidenta Dilma Rousseff, da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/Ministério da Cultura), José do Nascimento Junior, além do governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, e do diretor do museu, Rui Mourão.
  A identificação das ossadas exigiu anos de estudos e uma parceria entre história e ciência. Com o trabalho de especialistas em odontologia legal da Unicamp, o Museu da Inconfidência – que desde 1980 realizava pesquisas históricas sobre o caso – pôde comprovar que os ossos, repatriados da África para o Brasil nos anos 1930, são mesmo dos três inconfidentes. 
  Os estudos foram realizados por equipe da Unicamp chefiada pelo professor Eduardo Daruge, doutor em odontologia legal. “Através de todas as informações obtidas e por exames técnicos posso dizer que temos de 98% a 100% de certeza de que as ossadas são dos três inconfidentes”, afirmou Eduardo Daruge, em coletiva à imprensa realizada no auditório do Ibram, nesta sexta-feira (15/4).
  Ao todo, 26 nomes estão associados à Inconfidência Mineira e têm seus nomes registrados no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto. Destes, 13 tiveram seus despojos identificados e estão sepultados no Panteão da Inconfidência. Com os despojos de José de Resende Costa, Domingos Vidal Barbosa e João Dias da Mota serão 16 inconfidentes identificados, os outros 10 têm paradeiro desconhecido. “Tudo o que pudermos acrescentar à história da Inconfidência Mineira é importante, até porque esses personagens (José de Resende Costa, Domingos Vidal Barbosa e João Dias da Mota) deram contribuição efetiva ao movimento”, explicou Rui Mourão.
Fonte: Ibram

2 de maio de 2016

Feriado Tiradentes

O nome de Tiradentes está escrito no Panteão da Pátria e da Liberdade Brasileiro (conhecido como o “Livro dos Heróis da Pátria”) desde 21 de abril de 1992. Por isso o Dia de Tiradentes é comemorado em 21 de abril, e é considerado um feriado nacional no Brasil. Tiradentes foi um dos mais bravos brasileiros que lutaram pelo desejo de independência do Brasil das explorações e domínio dos portugueses.